quarta-feira, 13 de maio de 2009

Boa Noite!

Após longo tempo retorno para tentar comunicar alguma coisa.
Meu jardim Sophia (físico), está ficando abandonado, não tenho mais uma pessoa para me dar acessoria na manutenção dele.
Meu coração está triste, não sei como vou continuar a mantê-lo bonito, pois físicamente não tenho condições de mantê-lo.
Uma pessoa para dar uma primeira roçada sob as árvores é um pré requisito para se ter um ambiente bonito.
As árvores frutíferas e nativas e também as exóticas que estão plantadas, fazem parte de um ecossistema que protege várias nascentes no entorno. Ao mesmo tempo em que este pseudo abandono faz a proteção da cobertura das raízes e bases das árvores, ao mesmo tempo propicia uma observação deficiente dos detalhes das folhas, das flores, caule enfim da assinatura das plantas.
Temos plantadas algumas mudas de arva-mate, que foram plantadas diretamente na terra, sem arrancar as ervas do entorno e que estão se desenvolvendo bastante saudáveis, porque até as formigas são meio que
enganadas, e não atacam com a furia costumeira.
Minhas orquídeas adptadas ao clima da serra, estão ficando cada vez mais agarradas às suas bases e quando florescem me deixam muito feliz. Elas são uma dádiva Divina e sou profundamente agradecida pela sua beleza.
Tenho uma muda de Dália que dá uma flor vermelha, pequena que foi presente de minha filha mais velha num Dia das Mães e que floresce todos os anos, vou sentir saudade dela se precisar me desfazer deste ambiente que me trás tantas lembranças e me refaz as energias, longe do barulho e da bagunça poluidora da capital.
Minha muda de oliveira, lembrei dela hoje à tarde quando começou o temporal. É uma antiga lembrança de ver a minha Nona Ana e a minha tia Minda e minha mãe, que ao começar um temporal, logo colocavam sobre brasas retiradas do fogão a lenha uma folhas de oliveira, bentas no domingo de Ramos, uma semana antes da Páscoa e guardadas em casa para estas e outras emergências.
Minhas parreiras, que será delas, que há tanto tempo estão sem uma observação mais atenta, quando teremos oportunidade de colher suas frutas?
Os pinheiros, todos que plantamos em conjunto, meu falecido marido e eu, estão se desenvolvendo e se tornando lindos exemplares fortes e daqui a pouco frutificando.
A muda de Ipê roxo, está ficando muito forte e a de Junípero comunis cada vez mais elegante, tão brilhosa e linda quando baixa aqueles nevoeiros típicos de inverno que nos fazem enxergar belezas que não percebemos em outras ocasiões.
Bom chega de saudosismo e melancolia, que este desabafo seja avaliado somente como um desabafo e que a saúde, a harmonia, o equilibrio do ecossistema de Gaya, seja preservado e que os homens de boa vontade aumentem de número a cada dia, para que isto se torne possível!
Namastê!

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